domingo, 27 de junho de 2010

O nascimento de Sophia



Ela nasceu.
Sangue, sêmen e suor.
Sufocada por um monstro disforme,
Devorada por um corpo estranho,
Ela chora.

Ela vem tropeçando em brasas;
Condena seu príncipe à guilhotina
Enquanto assisto sua vida em Revolução

Ela nasceu.
Sade, sêmen e suor.
Montada em mais um flanco sem nome,
Seu corpo queima em seu desejo infâme.
Ela goza

Ela vem flutuando sobre o mar;
Decreta seu orgasmo com um uivo
Enquanto assisto seu corpo em desconstrução.