
Rasgando o vento feito Hermes, as luzes riscam minha lateral.
Sou um Titã, de sangue frio e carne fundida ao metal.
Sigo engolindo deuses, exalando gasolina e adrenalina
Em meio ao meu grito de guerra de sons estridentes
Flerto com o tempo, concentro os reflexos nos dedos,
Nesta minha dança em que abraço a potência com os joelhos.
Sinto ódio mais que medo, sinto raiva, prazer e respiro borracha.
Meu relógio anda para trás em minha transe de lágrimas e fumaça
Um segundo e um corpo no chão,
Deslizando como em nuvens, que desenham formas
Que não são compreendidas e se desfazem efêmeras
Tal como tudo deve ser.
