domingo, 31 de janeiro de 2010

O granadeiro da nova ordem


Sou o granadeiro da nova ordem
Um militante solitário gritando entre surdos
De coração frio e pútrido
Que sangra no pulsar deste infortúnio

Sou um trovador misantrópico
Um escritor dislexo cuja obra é proibida
Minhas mãos trêmulas vítimas de epilepsia
Escrevem palavras que nunca serão lidas.

Sou um poeta pobre e podre.
Um bardo mudo que canta com o olhar.
Mas meus olhos, regados à ácido,
São capazes de ultrapassar o sonhar.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Máquina Motriz





Rasgando o vento feito Hermes, as luzes riscam minha lateral.
Sou um Titã, de sangue frio e carne fundida ao metal.
Sigo engolindo deuses, exalando gasolina e adrenalina
Em meio ao meu grito de guerra de sons estridentes

Flerto com o tempo, concentro os reflexos nos dedos,
Nesta minha dança em que abraço a potência com os joelhos.
Sinto ódio mais que medo, sinto raiva, prazer e respiro borracha.
Meu relógio anda para trás em minha transe de lágrimas e fumaça

Um segundo e um corpo no chão,
Deslizando como em nuvens, que desenham formas
Que não são compreendidas e se desfazem efêmeras
Tal como tudo deve ser.