
Sou do céu o caminho. Sou da terra a virtude.
Fruto do adultério, nasci embriagado pela Loucura, filha de Plutão e inimiga de Minerva, a sabedoria.
Viajei por todas as terras, devorando gigantes e fazendo da ignorância, da preguiça e da irreflexão, a nova ordem.
Do meu fogo veio a máscara, do meu troféu a alienação, cujo brinde pôde ser ouvido por todo o Olimpo.
Eu sou Dioníso.
Eu sou irresponsável, amoral e superior ao racional.
Eu crio meus próprios valores morais, não sou limitado pelos valores racionais de sociedade nenhuma e tampouco sou escravizado pelos dogmas de nenhuma instituição.
Eu não sigo a razão nem a tragédia, não sou certo nem errado.
Eu sou a desordem, a alma vadia daqueles que ousaram ser livres.
Eu sou a desordem, o olhar penetrante que ousa seduzir tua moral.
Hoje e sempre.
