
e hoje vejo você morrer para matar
tudo que construí em você, o lugar
em que tantas vezes me deitei e te fiz minha deusa
tudo que construí em você, o lugar
em que tantas vezes me deitei e te fiz minha deusa
quando hoje escuto o som das ruas a me dizer que não mais se deixa levar pela urgência,
que não andas mais nos intervalos da calçada,
que se esconde atrás de mentirosas barricadas
que declara amigo aqueles que costumávamos vomitar,
que renega os tempos de rua e de restos e de sons,
tudo tão errado e sujo como costumávamos cantar
quando não mais te encontro singular
quando hoje te vejo, não mais te reconheço
...e sinto um enorme pesar por não mais te desejar
que não andas mais nos intervalos da calçada,
que se esconde atrás de mentirosas barricadas
que declara amigo aqueles que costumávamos vomitar,
que renega os tempos de rua e de restos e de sons,
tudo tão errado e sujo como costumávamos cantar
quando não mais te encontro singular
quando hoje te vejo, não mais te reconheço
...e sinto um enorme pesar por não mais te desejar
