
No meio do deserto, novamente.
Rastejo pelas dunas de areia à procura de um espelho
que possa mostrar claramente as memórias que me foram roubadas.
Do fogo de todo amor perdido, queimo a areia e a transformo em vidro.
Cacos cortantes, em forma de forca, limpos porém não claros;
de sinceridade perigosa.
Fragmentos...
E somente olhando para meu próprio olho
que tive coragem de perfurá-lo.
